sexta-feira, 27 de junho de 2014

A barata voadora


   Após um dia cansativo de estudos, tomei um banho, escovei os dentes e fui dormir. Assim que peguei no sono fui incomodada com o ardido barulho de uma barata que entrava voando pela janela do meu quarto.
    Em virdude disso, levantei acendi a luz e a avistei na cortina, então peguei meu chinelo para matá-la. Parecia que ela sabia da minha intenção, começou a subir a cortina e logo se escondeu no varão, não consegui mais vê-la.
    Voltei a dormir, mas com medo. Acordei outra vez, no meio da madrugada, com ela voando, tentando encontrar uma saída; me dei ao trabalho de levantar e acender a luz mais uma vez, e claro, ela se escondeu novamente. Resolvi procurá-la, mas não a encontrei.
   Apaguei a luz, torcendo para não ser mais incomodada quando de repente, a ouvi voando. Acendi a luz rapidamente e a avistei. Peguei o chinelo com sangue nos olhos, dei com passos silenciosos, estava quase lá, quando ela me assustou abrindo suas asas e perambulando por todo lugar. Mais uma vez, a barata me passou para trás.
    Irritada, não desisti. A vi caminhando em minha direção, era a hora, joguei o chinelo em sua direção, acertei, mas ela somente diminui o ritmo, facilitando a outra chinelada. Finalmente a matei.
    Seu corpo aveludado ficou estraçalhado no chão. Limpei seus restos, lavei as mãos e voltei a dormir, agora sim, dormir.

Vaniele Oliveira de Melo

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